quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Competências do futuro

Sabemos que por meio de uma ação planejada e refletida do professor no dia-a-dia da sala de aula, a escola realiza o seu maior objetivo: fazer com que os alunos aprendam e adquiram o desejo de aprender cada vez mais e com mais autonomia. Esse professor para atuar nessa sociedade do conhecimento necessita compreender as diversas situações que os termos informáticos colocam à disposição do profissional da educação, tendo em vista uma mudança pedagógica da ação educacional, portanto, não pode ser um mero transmissor de informações. O próximo século submeterá a educação a uma dura obrigação: ela deve transmitir cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, base das competências do futuro. Resumindo e relacionando os pontos capitais dos sete saberes de Morin e os quatro pilares de Delors, temos:


• Um aspecto que o ensino ainda não tocou é o relativo à globalização, fenômeno que estamos vivendo hoje, em que tudo está conectado. Não conseguimos processar e organizar a quantidade de informações nem a aceleração da história. Vivemos sob a ameaça nuclear, ecológica, a degradação da vida planetária, que se expandem em vez de diminuir. É necessário ensinar que não é suficiente reduzir a um só os problemas importantes do planeta; os problemas estão amarrados uns aos outros. Existem perigos de vida e morte para a humanidade. É preciso mostrar que ela agora vive em uma comunidade de destino comum. É o aprender a viver juntos, desenvolver a compreensão do outro, cooperar com o outro em todas as atividades humanas, preparar-se para gerir conflitos.

• Erramos e nos iludimos sobre o mundo e a realidade. O conhecimento nunca é o espelho da realidade; é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução. Causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem. Cada um pensa que suas idéias são mais evidentes e esse pensamento leva a idéias normativas. Cada um deve explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a realidade; é o aprender a fazer, poder agir sobre o meio envolvente, enfrentar situações.

• Não podemos conhecer somente uma parte da realidade, é preciso ter uma visão capaz de situar o conjunto. O ensino fragmentado e dividido impede a capacidade mental de contextualizar, ou seja, ligar as partes ao todo e o todo às partes. O conhecimento deve se referir ao global. É o aprender a conhecer, aprender a aprender, ter uma cultura geral.

• Nossa identidade é completamente ignorada pelos programas de instrução. Somos parte da sociedade, de uma espécie, sem as quais a sociedade não existe. A sociedade só vive com essas interações. A vida não é aprendida somente nas ciências formais; é preciso um pouco de literatura, poesia, para compreender a complexidade humana. É o aprender a ser, para agir com cada vez mais autonomia, discernimento e responsabilidade social.

Um comentário:

  1. Parabéns Verinha. Seu Blog está lindo. Não deixe essa ferramenta morrer. beijos

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