Durante muito tempo acreditou-se numa prática pedagógica fundamentada na repetição de exercícios. Achava-se que essa prática levaria a criança a ler e escrever melhor.
Atualmente existe uma reflexão sobre essa prática, permitindo ver que o exercício pelo exercício, o conteúdo desinteressante e o tom autoritário da escola não garantem a aprendizagem.
A escola que era boa antes, já não atende às necessidades do homem de hoje. Queremos formar pessoas criativas, questionadoras, críticas, comprometidas com as mudanças e não com a reprodução de modelos. Para isso, a escola tem a função de construir, pela práxis, uma nova relação humana, revendo criticamente o acervo de conhecimentos acumulados, tomando consciência da participação pessoal na definição de papéis sociais. A escola é um lugar privilegiado para a construção do conjunto de poderes sociais e o sujeito que aprende atua em interação permanente com tudo que o rodeia. É preciso rever o funcionamento da escola, não só quanto aos conteúdos, metodologias e atividades, mas também quanto à maneira de tratar o aluno e aos comportamentos que deve nele estimular, como a autoexpressão, a corresponsabilidade,a autovalorização, a curiosidade e a autonomia na construção do conhecimento.
Bibliografia:
Caniato, Rodolfo – Com Ciência na Educação – São Paulo, Papirus,1989
Fazenda, Ivany – Práticas Interdisciplinares na escola – São Paulo, Cortez, 1991
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