Sabemos que por meio de uma ação planejada e refletida do professor no dia-a-dia da sala de aula, a escola realiza o seu maior objetivo: fazer com que os alunos aprendam e adquiram o desejo de aprender cada vez mais e com mais autonomia. Esse professor para atuar nessa sociedade do conhecimento necessita compreender as diversas situações que os termos informáticos colocam à disposição do profissional da educação, tendo em vista uma mudança pedagógica da ação educacional, portanto, não pode ser um mero transmissor de informações. O próximo século submeterá a educação a uma dura obrigação: ela deve transmitir cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, base das competências do futuro. Resumindo e relacionando os pontos capitais dos sete saberes de Morin e os quatro pilares de Delors, temos:
• Um aspecto que o ensino ainda não tocou é o relativo à globalização, fenômeno que estamos vivendo hoje, em que tudo está conectado. Não conseguimos processar e organizar a quantidade de informações nem a aceleração da história. Vivemos sob a ameaça nuclear, ecológica, a degradação da vida planetária, que se expandem em vez de diminuir. É necessário ensinar que não é suficiente reduzir a um só os problemas importantes do planeta; os problemas estão amarrados uns aos outros. Existem perigos de vida e morte para a humanidade. É preciso mostrar que ela agora vive em uma comunidade de destino comum. É o aprender a viver juntos, desenvolver a compreensão do outro, cooperar com o outro em todas as atividades humanas, preparar-se para gerir conflitos.
• Erramos e nos iludimos sobre o mundo e a realidade. O conhecimento nunca é o espelho da realidade; é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução. Causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem. Cada um pensa que suas idéias são mais evidentes e esse pensamento leva a idéias normativas. Cada um deve explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a realidade; é o aprender a fazer, poder agir sobre o meio envolvente, enfrentar situações.
• Não podemos conhecer somente uma parte da realidade, é preciso ter uma visão capaz de situar o conjunto. O ensino fragmentado e dividido impede a capacidade mental de contextualizar, ou seja, ligar as partes ao todo e o todo às partes. O conhecimento deve se referir ao global. É o aprender a conhecer, aprender a aprender, ter uma cultura geral.
• Nossa identidade é completamente ignorada pelos programas de instrução. Somos parte da sociedade, de uma espécie, sem as quais a sociedade não existe. A sociedade só vive com essas interações. A vida não é aprendida somente nas ciências formais; é preciso um pouco de literatura, poesia, para compreender a complexidade humana. É o aprender a ser, para agir com cada vez mais autonomia, discernimento e responsabilidade social.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Práticas Interdisciplinares
Durante muito tempo acreditou-se numa prática pedagógica fundamentada na repetição de exercícios. Achava-se que essa prática levaria a criança a ler e escrever melhor.
Atualmente existe uma reflexão sobre essa prática, permitindo ver que o exercício pelo exercício, o conteúdo desinteressante e o tom autoritário da escola não garantem a aprendizagem.
A escola que era boa antes, já não atende às necessidades do homem de hoje. Queremos formar pessoas criativas, questionadoras, críticas, comprometidas com as mudanças e não com a reprodução de modelos. Para isso, a escola tem a função de construir, pela práxis, uma nova relação humana, revendo criticamente o acervo de conhecimentos acumulados, tomando consciência da participação pessoal na definição de papéis sociais. A escola é um lugar privilegiado para a construção do conjunto de poderes sociais e o sujeito que aprende atua em interação permanente com tudo que o rodeia. É preciso rever o funcionamento da escola, não só quanto aos conteúdos, metodologias e atividades, mas também quanto à maneira de tratar o aluno e aos comportamentos que deve nele estimular, como a autoexpressão, a corresponsabilidade,a autovalorização, a curiosidade e a autonomia na construção do conhecimento.
Bibliografia:
Caniato, Rodolfo – Com Ciência na Educação – São Paulo, Papirus,1989
Fazenda, Ivany – Práticas Interdisciplinares na escola – São Paulo, Cortez, 1991
Atualmente existe uma reflexão sobre essa prática, permitindo ver que o exercício pelo exercício, o conteúdo desinteressante e o tom autoritário da escola não garantem a aprendizagem.
A escola que era boa antes, já não atende às necessidades do homem de hoje. Queremos formar pessoas criativas, questionadoras, críticas, comprometidas com as mudanças e não com a reprodução de modelos. Para isso, a escola tem a função de construir, pela práxis, uma nova relação humana, revendo criticamente o acervo de conhecimentos acumulados, tomando consciência da participação pessoal na definição de papéis sociais. A escola é um lugar privilegiado para a construção do conjunto de poderes sociais e o sujeito que aprende atua em interação permanente com tudo que o rodeia. É preciso rever o funcionamento da escola, não só quanto aos conteúdos, metodologias e atividades, mas também quanto à maneira de tratar o aluno e aos comportamentos que deve nele estimular, como a autoexpressão, a corresponsabilidade,a autovalorização, a curiosidade e a autonomia na construção do conhecimento.
Bibliografia:
Caniato, Rodolfo – Com Ciência na Educação – São Paulo, Papirus,1989
Fazenda, Ivany – Práticas Interdisciplinares na escola – São Paulo, Cortez, 1991
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Mídias e Sociedade
A nossa sociedade está cada vez mais dominada pela mídia e pela informação. A violência e a falta de segurança pública nos leva a sair pouco dos nossos espaços e procurar no rádio, TV ou computador a informação e o entretenimento. A tecnologia sempre afetou o homem, facilitando suas ações, ora nos fascinando, ora nos assustando, contribuindo para o conhecimento de uma forma tão natural que não nos demos conta disso. Aprende-se não somente na escola, mas em qualquer lugar onde se possa ter acesso à informação, seja ela verbal e sonora ,impressa ou em vídeo. Hoje, as crianças antes de irem para a escola já estão familiarizadas com os meios de comunicação. E o que nos preocupa na mídia? É a maneira como os textos culturais por ela veiculados agem na sociedade, moldando a vida diária das pessoas e influenciando comportamentos e construções de identidade. A mídia usa e manipula a cultura popular a favor de seus interesses, educa e deseduca, forma e deforma a opinião pública.Sabemos que as pessoas podem acatar ou rejeitar essas opiniões, filtrar as informações exercitando sua atitude crítica, mas o discurso é tão subliminar, que é apreendido sem que se reconheça a força da emissão; daí a tendência é mais para acatar do que rejeitar o que é dito como descrição fiel da realidade. Assim, a nossa cultura aos poucos vai perdendo seus valores, modificando comportamentos e regras morais que permeiam e identificam uma sociedade.
APRESENTAÇÂO
Este blog foi criado para uma atividade da Oficina: Projeto Pedagógico Utilizando Ambientes Interativos Virtuais, do curso Especialização em Tecnologias em Educação.É um espaço para discussão de temas estudados durante o curso, comentários de alguns textos da resenha literária que utilizarei na monografia, links com outros sites, emfim, um espaço para registro e reflexão.
Sejam bem vindos!!!
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